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Cruzeiro x Atlético: Detalhes de Todas as Finais Diretas no Campeonato Mineiro
Por Redação Raposa Azul em 06/03/2026 05:33
A rivalidade entre Atlético e Cruzeiro transcende o tempo, e o Campeonato Mineiro é o palco onde essa história se desenha em decisões épicas. Em 2026, teremos a 27ª disputa direta pelo troféu estadual, um capítulo que se iniciou há quase um século, em 1931. Naquela ocasião, o Atlético sagrou-se campeão com um WO, marcando o ponto de partida para a maior rivalidade de Minas Gerais.
Ao longo de 95 anos e 26 finais disputadas, o placar geral favorece o Cruzeiro , com 14 títulos contra 11 do rival. Um dos capítulos mais memoráveis e controversos dessa trajetória ocorreu em 1956, quando a taça foi dividida entre os dois gigantes.
A Luta pela Hegemonia Estadual
O objetivo cruzeirense é claro: encerrar a atual hegemonia do Atlético, hexacampeão e com a possibilidade de estabelecer a maior sequência de títulos da Era do Profissionalismo, iniciada em 1933. Por outro lado, os atleticanos almejam o heptacampeonato, feito que em Minas Gerais foi alcançado apenas pelo América, mais de um século atrás.
Relembrando as Decisões Históricas
1931 ? A Polêmica do WO
A disputa de 1931 entre Atlético e Palestra Itália (Cruzeiro) terminou empatada em pontos, em uma competição marcada por desistências de outros clubes. A decisão, uma melhor de três, teve seu desfecho controverso. Após uma briga e invasão de campo no primeiro jogo, o Atlético foi declarado campeão com um WO, pois o Palestra Itália se recusou a jogar sob as condições impostas.
1940 ? A Conquista Celeste em Jogo Eletrizante
O Campeonato Mineiro de 1940 sofreu interrupções e uma crise financeira, culminando em uma decisão entre Atlético e Palestra Itália. A série foi marcada por vitórias dos visitantes. Na partida decisiva, com arbitragem de Mário Vianna, o Palestra Itália, impulsionado por Niginho, venceu por 2 a 0, quebrando um jejum de 10 anos sem títulos estaduais.
1954 ? A Confusão que Durou Anos
A final de 1954, disputada em 1955, é considerada uma das mais confusas da história do Mineiro. Com um formato de pontuação complexo, o Cruzeiro estava perto do título, mas o Atlético, em busca de seu primeiro tricampeonato, reagiu. A decisão se arrastou, com um empate no quarto jogo que, pelo regulamento inédito, consagraria ambos campeões. A situação foi agravada pela falta de goleiros do Cruzeiro , que improvisou o veterano Geraldo II. O Atlético, contudo, levou a melhor e conquistou seu tricampeonato.
1956 ? O Título Dividido e as Disputas Judiciais
O Campeonato Mineiro de 1956 foi marcado por uma disputa judicial que se estendeu por anos. Após cada time vencer um turno, a decisão ficou para uma melhor de três. Uma denúncia do Cruzeiro sobre a escalação irregular de um jogador atleticano levou o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva e, posteriormente, ao STJD. Após uma longa batalha jurídica e ameaças da CBD, Atlético e Cruzeiro foram proclamados campeões em 1959.
1962 ? A Virada Alvinegra na Era Independência
A final de 1962, disputada em cinco dias devido a compromissos da Seleção Brasileira, foi uma verdadeira batalha. Após um empate em pontos na fase de turno e returno, a decisão foi para uma melhor de três. O Cruzeiro venceu o primeiro jogo, o Atlético empatou o segundo, e na partida decisiva, um gol olímpico de Toninho garantiu o título ao Galo, que contava com a dupla de zaga que anos depois brilharia no Cruzeiro .
1967 ? O Tricampeonato Celeste e a Estreia Cinematográfica
A primeira final da Era Mineirão, em 1967, foi marcada por uma virada histórica do Cruzeiro . O Atlético liderou o campeonato, mas um empate suado no clássico e tropeços posteriores permitiram ao Cruzeiro alcançar a liderança. Na decisão, um Cruzeiro jovem e técnico superou a experiência atleticana. O jogo foi registrado pelo cinejornal Canal 100, marcando a estreia dos clássicos mineiros nas telas de cinema.
1972 ? O Gol de Palhinha na Prorrogação
Após um quadrangular final empatado entre Cruzeiro e Atlético, um jogo extra foi marcado no Mineirão. Sem Tostão e com Dirceu Lopes lesionado, o garoto Palhinha emergiu como herói. Após um empate no tempo normal, o jovem atacante marcou o gol do título na prorrogação, garantindo a taça para a Raposa.
1976 e 1977 ? O Domínio Alvinegro e a Resposta Celeste
O Atlético, com uma geração memorável, dominou as finais de 1976, vencendo o Cruzeiro duas vezes por 2 a 0 em jogos com público expressivo no Mineirão. No ano seguinte, porém, a Raposa deu a volta por cima. Após perder o primeiro jogo, Revetria brilhou com um hat-trick na segunda partida, forçando a terceira. Na decisão, o Cruzeiro buscou a virada na prorrogação e conquistou o título.
1985 ? Equilíbrio e Emoção na Disputa pelo Título
Após oito anos sem uma final direta, Atlético e Cruzeiro voltaram a se enfrentar em 1985. Apesar da superioridade atleticana no ano, as finais foram equilibradas. Após um 0 a 0 na ida, um segundo jogo eletrizante terminou empatado em 2 a 2. Na prorrogação, Paulinho Kiss marcou o gol que garantiu a taça ao Galo.
1987 e 1990 ? A Ascensão de Careca e o Início de uma Era Vitoriosa
Em 1987, com um turno para cada lado, a decisão foi acirrada. Após um 0 a 0 na ida, o jovem Careca, com apenas 18 anos, marcou o gol que abriu caminho para a vitória celeste por 2 a 0. Em 1990, Careca voltou a ser decisivo, marcando de cabeça o gol do título, que iniciou o período mais vitorioso da história do Cruzeiro .
1998 ? A Supremacia Celeste no Sistema de Play-off
A final de 1998 inovou com o sistema de play-off. Com a vantagem de empates para o Atlético, o Cruzeiro , desfalcado de Dida, mas com Paulo César no gol, impôs seu ritmo. Fábio Júnior marcou um hat-trick no primeiro jogo, e um empate sem gols na segunda partida garantiu o tricampeonato celeste.
2000 ? O Título Alvinegro em Meio a Grandes Contratações
Ambos os clubes investiram pesado em 2000. O Atlético, com reforços como Gilberto Silva, Cleison e Ramon, dominou o estadual. Com a vantagem de um ponto extra, o Galo venceu a primeira partida por 2 a 1 e garantiu o título com um empate em 1 a 1 na segunda, em jogos com baixa presença de público.
2004 ? A Rivalidade em Campo e Fora Dele
A final de 2004 foi marcada por muita rivalidade e um confronto físico intenso. O Cruzeiro venceu a ida por 3 a 1. Na volta, o Atlético ganhou por 1 a 0, mas não foi suficiente para reverter a vantagem. A partida terminou com uma briga generalizada entre jogadores.
2007 e 2008 ? Dominância Celeste e a Reação Alvinegra
Em 2007, o Atlético, campeão da Série B no ano anterior, goleou o Cruzeiro por 4 a 0 na partida de ida, com o curioso "Gol de Costas" de Vanderlei. Apesar da vitória celeste na volta, o placar agregado garantiu o título ao Galo. Em 2008, o Cruzeiro deu o troco com uma goleada histórica de 5 a 0 na ida, consolidando o título com outra vitória na volta.
2009 e 2011 ? A Continuidade Celeste e a Disputa no Interior
A história de 2008 se repetiu em 2009, com o Cruzeiro aplicando outro 5 a 0 na ida e garantindo o bicampeonato com um empate na volta. Em 2011, a final foi inédita no interior, na Arena do Jacaré. Após o Atlético vencer a ida por 2 a 1, o Cruzeiro reverteu o placar na volta, vencendo por 2 a 0 e conquistando a taça.
2013 e 2014 ? O Título Pós-Libertadores e a Final Sem Gols
Antes da conquista da Libertadores, o Atlético celebrou o Mineiro de 2013. Com o mando dividido, o Galo venceu a ida por 3 a 0. O Cruzeiro buscou a virada no Mineirão, vencendo por 2 a 1, mas o placar agregado garantiu o título ao Atlético. Em 2014, a única final sem gols entre os rivais terminou com o Cruzeiro campeão, graças à vantagem de dois empates.
2017 e 2018 ? Empates e Viradas Decisivas
Em 2017, as finais foram de placares apertados. Um 0 a 0 no Mineirão e uma vitória atleticana por 2 a 1 no Independência deram a taça ao Galo. Em 2018, o Atlético abriu 3 a 0 na ida, mas o Cruzeiro reagiu. Na volta, com Arrascaeta inspirador e a expulsão de Otero, o gol de Thiago Neves garantiu o título celeste.
2019 e 2022 ? O Bicampeonato Celeste e o Tricampeonato Alvinegro
Em 2019, o Cruzeiro buscou o bicampeonato estadual contra o Atlético. Após vencer a ida por 2 a 1, um gol de pênalti de Fred na volta garantiu a taça. Em 2022, em partida única, o Atlético, embalado pelo ano de 2021, venceu por 3 a 1 com atuações de Hulk e Nacho Fernández, conquistando o tricampeonato.
2024 ? A Arena MRV e a Virada Sensacional
A Arena MRV foi palco da primeira final entre os rivais. O Atlético abriu 2 a 0 na ida, mas o Cruzeiro buscou o empate. Na volta, o Cruzeiro abriu placar, mas o Galo protagonizou uma virada espetacular, com gols de Saravia, Hulk e Gustavo Scarpa, garantindo o pentacampeonato. A final foi marcada pela torcida única em ambos os jogos.
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