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Chico da Costa no Cruzeiro: Tite, Exterior e o Peso da Camisa 91
Por Redação Raposa Azul em 12/01/2026 18:53
A apresentação de Chico da Costa como novo centroavante do Cruzeiro ocorreu nesta segunda-feira, marcando um novo capítulo em sua carreira. O jogador, que vestirá a camisa 91, compartilhou detalhes sobre sua passagem pelo Mirassol, a maturidade adquirida em sua jornada pelo futebol internacional e revelou um contato prévio com Eduardo Brock, zagueiro que foi seu companheiro no Cerro Porteño e campeão da Série B com a Raposa.
A escolha por defender o Cruzeiro teve um componente crucial: o interesse direto do técnico Tite. A solicitação do treinador por um centroavante de área foi um fator determinante para o acerto, como o próprio atleta destacou. A sensação de ser desejado por uma comissão técnica de renome trouxe segurança ao jogador.
O Peso da Confiança de Tite e a Escolha pelo Cruzeiro
"Um treinador como o Tite acaba tendo um significado especial. Quando apareceu a oportunidade e soube que tinha sido um pedido da comissão, a gente sente uma segurança para trabalhar, porque a gente está respaldado."
" Imagine o peso desse acontecimento quando é o Tite. Me sinto privilegiado de estar aqui, também respaldado, mas com muita vontade de trabalhar. (...) Feliz com a oportunidade, porque sei o tamanho do Cruzeiro , o quanto é importante é este ano. Trabalhar para honrar essa oportunidade, porque é um privilégio jogar no Cruzeiro ."
Além do aval de Tite, Chico da Costa recebeu um incentivo valioso de Eduardo Brock. O zagueiro, atualmente no Novorizontino, mas com uma passagem marcante pelo Cruzeiro onde foi peça fundamental na conquista da Série B em 2022, aconselhou o atacante sobre o clube. Brock, que jogou ao lado de Chico no Cerro Porteño, descreveu o ambiente celeste.
A Influência de Brock e a Adaptação ao Dia a Dia da Raposa
"Ouvir dele foi muito bom, porque ele elogiou não a instituição, mas o dia a dia do clube. Escutar dele que é um clube acolhedor, que são profissionais agradáveis, foi muito importante", comentou Chico da Costa sobre a conversa com Eduardo Brock.
Embora sua principal característica seja a presença de área, Chico da Costa, aos 30 anos, ressalta que evoluiu e agregou outras facetas ao seu jogo ao longo da carreira. Ele se define como um centroavante que aprendeu a ser referência, com foco na finalização e na responsabilidade de balançar as redes.
"Sempre fui centroavante, aprendi a jogar como referência. Entendemos a função como finalizador, a posição onde termina a jogada. Somos exigidos sempre pelos gols, uma responsabilidade que temos na carreira."
"Eu gosto disso, mas também participo bastante do jogo, fui entendendo o jogo com e sem a bola, estudando o futebol ao longo da carreira. Também sei jogar compacto, na parte ofensiva e na defensiva."
Experiência Internacional e a "Casca" Adquirida Longe do Brasil
A trajetória de Chico da Costa fora do Brasil é vasta. Após ser revelado nas categorias de base do Athletico-PR e não se firmar no cenário nacional, o atacante construiu uma carreira sólida no exterior, com passagens pelo México, Paraguai e, com destaque especial, pela Bolívia. Foram oito anos longe de seu país natal antes de retornar para atuar no Mirassol.
O período longe do Brasil, que ele descreve como uma experiência "um pouco solitária" devido à escassez de compatriotas, foi fundamental para seu amadurecimento. Chico da Costa enfatiza que, mais do que o talento natural do jogador brasileiro, foi a cultura do trabalho e o respeito a ele que aprendeu no exterior.
"Lá fora eu aprendi a trabalhar. Não é que o brasileiro não trabalha. O brasileiro é talentoso, leva isso para o campo e é muito bonito, mas eu aprendi a cultura de respeitar o trabalho, dar valor ao trabalho."
" Eu, quando mais novo, não pensava tanto assim. Sempre fui muito alegre, mas as vezes esquecia de concentrar no que precisava fazer. A gente acaba negligenciando um pouco por conta do talento. Hoje eu me considero muito mais profissional, mais maduro e mais consciente. Estar sozinho também faz criar casca, é algo positivo que eu posso trazer para dentro do Cruzeiro . Não gosto de perder nada no dia a dia, gosto de aproveitar ao máximo o meu tempo aqui, te dá tudo que precisa. (...)"
"Tive uma trajetória um pouco solitária, porque encontrei poucos brasileiros, mas eu peguei casca, amadureci como atleta e me pessoa."
A chegada ao Mirassol, em meados do ano passado, ocorreu por empréstimo do Cerro Porteño. O início foi promissor, com quatro gols em cinco partidas, mas uma série de lesões e um jejum de dez jogos marcaram o restante da temporada. Chico da Costa abordou a situação, mencionando divergências internas, mas mantendo a gratidão pela oportunidade.
Reflexões sobre a Passagem pelo Mirassol e o Futuro na Raposa
"Tive algumas situações no Mirassol em que eu não estive de acordo. Coisas internas, sempre fui profissional. Sou muito agradecido a todos os profissionais, inclusive ao Rafael (Guanaes), com quem falei muito de frente e que me ajudou na carreira. Temos que pegar os pontos positivos e ser agradecidos. Mirassol é um clube que me fez voltar ao Brasil, ainda que eu não estivesse de acordo com algumas coisas no final. Considero como uma passagem vitoriosa."
A expectativa agora é que Chico da Costa traga toda essa bagagem de experiência e profissionalismo para defender as cores do Cruzeiro , contribuindo para os objetivos do clube na temporada.
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