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Chico da Costa no Cruzeiro: Trunfo para a Libertadores 2026
Por Redação Raposa Azul em 04/01/2026 13:52
A busca do Cruzeiro por um centroavante de ofício, atendendo a um pedido direto do técnico Tite, encontrou seu desfecho. Chico da Costa, que se destacou recentemente no cenário nacional, foi o nome escolhido pela diretoria celeste para preencher a lacuna no setor ofensivo. As tratativas com o Cerro Porteño avançaram de forma positiva, culminando na aquisição definitiva do atleta, que já desembarcou em Belo Horizonte para os trâmites finais antes do anúncio oficial.
Embora tenha ganhado holofotes no Brasil durante sua passagem pelo Mirassol na última Série A, Chico da Costa é, essencialmente, um "estrangeiro" de alma brasileira. Com 30 anos, o centroavante construiu a maior parte de sua trajetória profissional longe dos gramados nacionais, explorando mercados competitivos e diversificados na América Latina. Essa bagagem internacional é vista internamente como um diferencial estratégico para as pretensões do clube mineiro.
Desde 2017, o atacante acumulou experiências em oito equipes espalhadas por quatro países: México, Colômbia, Bolívia e Paraguai. Essa rodagem transformou o jogador em um profundo conhecedor das nuances do futebol sul-americano, característica que pode se tornar um trunfo indispensável para o Cruzeiro na disputa da Copa Libertadores de 2026, onde o conhecimento geográfico e tático do continente costuma pesar tanto quanto a técnica.
Estratégia de Tite e a experiência internacional do novo camisa 9
A análise da carreira de Chico da Costa revela um atleta que não teme desafios em territórios hostis. No México, ele vestiu as camisas de Venados, Atlante e Querétaro. No Paraguai, teve uma passagem eficiente pelo Sol de América antes de ser contratado pelo gigante Cerro Porteño, que desembolsou cerca de 2 milhões de euros para contar com seu futebol. Na Colômbia, teve uma breve estadia no tradicional Atlético Nacional.
Entretanto, foi na Bolívia que o atacante atingiu seu ápice técnico e estatístico. Defendendo as cores do Bolívar em dois períodos distintos, Chico tornou-se uma referência ofensiva em La Paz. Seus números impressionam e justificam o investimento do Cruzeiro em um perfil que une presença de área e capacidade de finalização, conforme demonstrado no quadro abaixo:
| Clube | País | Jogos | Gols | Assistências |
|---|---|---|---|---|
| Bolívar | Bolívia | 82 | 52 | 20 |
| Cerro Porteño | Paraguai | 45 | 10 | 4 |
| Atlante | México | 25 | 4 | 0 |
| Sol de América | Paraguai | 17 | 8 | 3 |
| Querétaro | México | 13 | 1 | 0 |
| Atlético Nacional | Colômbia | 13 | 1 | 0 |
| Venados | México | 11 | 2 | 0 |
O domínio da altitude como diferencial competitivo
Um dos maiores obstáculos para clubes brasileiros em competições continentais é o fator altitude. Nesse quesito, Chico da Costa atua como um consultor de luxo. Tendo jogado por anos em La Paz, o atacante compreende a fisiologia e o ritmo necessários para atuar em condições de ar rarefeito. Em declarações recentes, o jogador ofereceu uma perspectiva lúcida sobre como enfrentar esses cenários, enfatizando a necessidade de inteligência emocional e tática.
?Vou falar. Se tu nunca jogou em La Paz e vai pela primeira vez, tu tem que tirar a ansiedade e entender que é um jogo distinto. Se tu quiser reproduzir lá o que faz no nível do mar lá, tu vai passar mal. Tu vai te afobar e não vai fazer nenhuma coisa?
Para o atacante, a gestão de energia é a chave para o sucesso em cidades como La Paz ou Quito. Ele defende que o jogador deve ser cirúrgico em suas ações, evitando o desgaste desnecessário que o futebol de transição intensa exige no nível do mar. Essa mentalidade pragmática é exatamente o que elencos brasileiros muitas vezes carecem ao cruzar as fronteiras para duelos decisivos.
?O meu conselho: tu vai atacar? Ataca, não defende. Não vai dar para fazer os dois. Tu vai defender? Defende, não ataca. Faz pausado, faz no teu tempo. É melhor fazer uma coisa bem feita do que as duas mal feitas?
Trajetória no futebol brasileiro e expectativas na Toca da Raposa
Apesar do foco internacional, Chico da Costa provou que seu futebol é adaptável ao estilo brasileiro. Na última temporada, ele foi peça fundamental no Mirassol, anotando seis gols em 20 partidas. Formado nas categorias de base do Athletico-PR, o centroavante também registrou passagens por clubes como Inter de Lages, São José-RS, Operário-PR e Tombense, antes de consolidar sua carreira fora do país.
A contratação de Chico da Costa pelo Cruzeiro sinaliza uma mudança de postura na busca por reforços: a priorização de jogadores que já possuem "casca" em torneios sul-americanos. Sob o comando de Tite, espera-se que o atacante não seja apenas uma opção de finalização, mas uma liderança técnica capaz de orientar o grupo nos desafios que a Copa Libertadores impõe. A expectativa agora gira em torno da rapidez com que ele será integrado ao elenco para iniciar os trabalhos de pré-temporada.
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