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Cruzeiro avanca na Copa do Brasil mas revolta com arbitragem rouba a cena no Mineirao
Por Redação Raposa Azul em 05/08/2026 23:35
A classificação do Cruzeiro na Copa do Brasil veio acompanhada de um sentimento de indignação que superou a comemoração pela vaga. Embora o placar de 2 a 0 contra a Chapecoense no Mineirão tenha consolidado a superioridade técnica da equipe mineira, o comportamento permissivo do árbitro Matheus Candançan diante do jogo violento dos visitantes gerou revolta generalizada no elenco celeste.
O confronto começou com o Cruzeiro impondo seu ritmo habitual sob os domínios do Mineirão. Logo nos minutos iniciais, Matheus Pereira ditou as ações ofensivas com finalizações perigosas de média distância, obrigando o goleiro Anderson a trabalhar cedo. A equipe catarinense se defendia de forma recuada, enquanto a Raposa desperdiçava chances claras, como o cruzamento de Gabriel Rojas que Arroyo acabou isolando na grande área.
A insistência do time da casa deu resultado pouco antes do intervalo. Após jogada individual pelo lado do campo, Fabrício Bruno cruzou para Matheus Henrique cabecear; o goleiro adversário deu rebote e o próprio camisa 7 mandou para as redes, inaugurando o marcador mesmo após sofrer um forte impacto no rosto. Nos acréscimos da primeira etapa, a Chapecoense perdeu Max Alves, expulso por uma entrada violenta em Rojas.
Como o Cruzeiro construiu a vitoria no Mineirao
No segundo tempo, a vantagem numérica facilitou o controle da partida pelo Cruzeiro , que passou a explorar os contra-ataques cedidos pelo adversário. A Chapecoense ainda perdeu Bruno Tubarão por lesão muscular durante uma arrancada. Apesar do domínio territorial, o gol da tranquilidade demorou a sair devido aos erros de pontaria do ataque celeste.
A consolidação do resultado ocorreu apenas aos 36 minutos da etapa complementar. O atacante Kaio Jorge sofreu falta de Camilo dentro da área, sofrendo a penalidade máxima. O próprio camisa 19 assumiu a cobrança e, com precisão, decretou o placar final de 2 a 0, assegurando a classificação cruzeirense para a próxima fase do torneio nacional.
| Incidente da Partida | Jogador Envolvido | Momento do Jogo |
|---|---|---|
| Primeiro Gol | Matheus Henrique | Final do primeiro tempo |
| Cartão Vermelho | Max Alves (Chapecoense) | Acréscimos do primeiro tempo |
| Segundo Gol (Pênalti) | Kaio Jorge | 36 minutos do segundo tempo |
Apesar do desfecho positivo no placar, o vestiário do Cruzeiro demonstrou enorme descontentamento com a integridade física dos atletas posta em risco. O principal porta-voz da indignação foi o meia Matheus Henrique , que encerrou o duelo com uma fratura no nariz decorrente dos choques sofridos em campo.
O forte desabafo de Matheus Henrique contra a arbitragem
Em declarações contundentes na zona mista, o meio-campista cobrou coerência das entidades de arbitragem em relação às orientações que são repassadas aos clubes antes do início das competições.
"Foi algo que conversamos no vestiário. Quando temos palestras com a arbitragem, eles falam muito sobre integridade física. Vocês viram o lance com o Gerson, o Rojas e comigo. Sobre o Gerson, disseram que não foi forte. O que devemos fazer então? Esperar acontecer igual com o Pec? Tem que quebrar a canela para expulsar?"
O jogador também relembrou o histórico de lesões graves sofridas em decorrência de jogadas ríspidas não coibidas adequadamente pelos árbitros no futebol brasileiro, citando episódios anteriores de sua carreira para ilustrar a gravidade do cenário atual.
"Isso deixamos para a direção, tudo que falamos aqui pode gerar punição para nós. Mas, de fato, precisa ser revisto. Ano passado foi o Fagner, tive uma lesão no pulmão, agora uma fratura no nariz. Acho que é uma questão que precisa ser revista, não é o que nos dizem nas palestras com a arbitragem"
A diretoria do Cruzeiro agora deve avaliar as medidas cabíveis nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol, enquanto a comissão técnica trabalha para recuperar clinicamente os atletas desgastados fisicamente pela partida violenta no Mineirão.
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