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Cruzeiro e Vasco: Conheça os 5 craques que jogaram nos dois gigantes
Por Redação Raposa Azul em 29/08/2026 02:43
A história do futebol brasileiro é pavimentada pela trajetória de atletas extraordinários que deixaram marcas indeléveis por onde passaram. No cenário de grandes potências interestaduais, os caminhos de Cruzeiro e Vasco da Gama se cruzaram frequentemente através de transferências que sacudiram o mercado nacional. Relembrar esses nomes é analisar como a grandeza de ambas as instituições atraiu talentos de prateleira internacional.
Embora as trajetórias desses profissionais tenham tido pesos e desfechos completamente distintos em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, a marca que deixaram nessas camisas é inegável. Abaixo, resgatamos a história de cinco atletas históricos que compartilham essa dupla identidade esportiva, ordenados do impacto mais efêmero ao mais lendário.
Começando por Bebeto, um dos nomes mais emblemáticos do futebol mundial. Sua transferência do Flamengo para o Vasco, em 1989, chocou o país e resultou no fim de um jejum de 15 anos sem conquistas nacionais para a equipe carioca, onde permaneceu até 1992 antes de uma breve volta em 2001. Em contrapartida, sua passagem pela Toca da Raposa foi uma das mais rápidas e frustrantes da história do clube mineiro. Bebeto disputou apenas uma partida com o manto celeste: a final do Mundial de Clubes de 1997 contra o Borussia Dortmund, despedindo-se logo após a derrota por 2 a 0.
Grandes nomes do futebol nacional que uniram Minas e Rio
Outro personagem que viveu realidades distintas nos dois lados foi Abel Braga. Como zagueiro de alto nível, destacou-se no Vasco entre 1976 e 1979, desempenho que o credenciou para disputar a Copa do Mundo de 1978. Quando chegou ao Cruzeiro , contratado junto ao Paris Saint-Germain, sua passagem nos gramados foi atrapalhada por lesões frequentes e controvérsias, limitando sua amostragem em campo. Mais tarde, na função de treinador, comandou os cariocas em três oportunidades (1995, 2000 e 2020) e teve uma única passagem pelo comando técnico da Raposa em 2019.
O goleiro Fábio representa um capítulo monumental de identificação e longevidade. O atleta com mais exibições oficiais na história do futebol iniciou sua caminhada no Cruzeiro ainda jovem, em 1999, como reserva imediato e atuando em apenas um amistoso antes de se transferir para o Vasco em 2000. No Rio, ele ergueu as taças da Copa Mercosul e do Brasileirão em 2000, além do Carioca de 2004. Após divergências de bastidores com o então mandatário Eurico Miranda, Fábio regressou a Belo Horizonte para se consolidar como uma lenda incontestável, acumulando 976 confrontos e 12 títulos pelo time celeste.
Para ilustrar a relevância e as conquistas desses grandes atletas por ambas as agremiações, organizamos as principais informações de suas trajetórias na tabela a seguir:
| Jogador | Passagem pelo Cruzeiro | Passagem pelo Vasco |
|---|---|---|
| Bebeto | Apenas 1 jogo (final do Mundial de 1997) | Contratado em 1989 (campeão brasileiro), saiu em 1992 e retornou em 2001 |
| Abel Braga | Atuou como jogador (vindo do PSG) e treinou a equipe em 2019 | Defensor entre 1976 e 1979; comandou o time em 1995, 2000 e 2020 |
| Fábio | Início em 1999; retornou para somar 976 jogos e 12 conquistas | Atuou entre 2000 e 2004; campeão da Mercosul, Brasileirão e Carioca |
| Tostão | Maior artilheiro da história com 245 gols e 8 títulos conquistados | Contratado em 1972 na maior transação nacional da época; aposentou-se em 1973 |
| Edmundo | Contratado em 2001, com passagem curta marcada por pênalti perdido | Revelado na base, somou 5 passagens e o título do Brasileirão de 1997 |
As lendas eternas que marcaram época na Raposa e no Vasco
Tostão é sinônimo de genialidade e representa o ápice técnico da história cruzeirense. Maior artilheiro de todos os tempos do clube com 245 tentos anotados, o atacante conquistou oito troféus pelo time de Minas Gerais, com destaque para a histórica Taça Brasil de 1966. Em 1972, protagonizou a maior transação financeira do futebol nacional até então, sendo vendido ao Vasco por valores estimados entre 3,3 e 3,5 milhões de cruzeiros. Infelizmente, a ameaça de cegueira definitiva decorrente de um descolamento de retina no olho esquerdo forçou sua aposentadoria precoce em 1973, aos 26 anos.
Por fim, Edmundo encerra esta seleta lista com passagens marcantes e polêmicas. Consagrado como uma das maiores referências da história do Vasco, o atacante apelidado de "Animal" teve cinco períodos distintos no clube de São Januário, sendo o grande protagonista do título brasileiro de 1997, quando estabeleceu o recorde de gols em uma única edição do certame. Em 2001, assinou com o Cruzeiro , mas sua estadia em Minas foi curta e melancólica. O estopim de sua saída ocorreu após perder uma penalidade máxima justamente contra o Vasco, em São Januário, sob a polêmica declaração de que não gostaria de balançar as redes contra seu clube de coração e que jamais celebraria o gol.
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