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Cruzeiro fora da Libertadores: Dados provam desastre tático contra o Flamengo
Por Redação Raposa Azul em 20/08/2026 16:50
O revés do Cruzeiro no Maracanã passou diretamente pela noite pouco inspirada de suas principais referências técnicas. Embora tenham tentado assumir a responsabilidade em campo, atletas como Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge estiveram muito abaixo do nível exigido para um confronto decisivo deste calibre. Responsável por iniciar a maior parte das ações ofensivas por conta da estratégia de saída de bola proposta por Artur Jorge, Matheus Pereira somou 80 toques na bola e realizou 19 conduções. Após o apito final, o meia desabafou: ?Me cobro para ser decisivo?.
Por sua vez, Gerson também registrou uma participação ativa com a bola, somando 62 ações e 17 conduções ao longo do jogo. No entanto, o jogador pecou gravemente na recomposição e no combate defensivo, apresentando números tímidos: efetuou somente um desarme e saiu vitorioso em apenas dois dos seis duelos que disputou.
Defesa celeste cedeu espaços cruciais aos destaques do Flamengo
A falta de intensidade defensiva ofereceu total liberdade para que os principais nomes do adversário ditassem o ritmo do jogo. Atletas como Pedro, Arrascaeta e Jorginho encontraram as condições ideais para criar as jogadas que definiram o placar. Nos dois tentos sofridos pela Raposa, o centroavante Pedro atuou como pivô para servir seus companheiros, permitindo que Arrascaeta aparecesse livre no centro da área para inaugurar o marcador no primeiro gol.
O meio-campista Jorginho também encontrou facilidade para avançar, acumulando 176 metros em condução de bola através de 18 progressões individuais. Essa passividade coletiva resultou em uma marca extremamente negativa para o sistema defensivo celeste, que permitiu 14 finalizações adversárias dentro da sua própria grande área ? igualando o recorde negativo estabelecido diante do Boca Juniors na Bombonera sob a gestão de Artur Jorge. No total, foram 24 finalizações sofridas pelo Cruzeiro , configurando a segunda partida em que o time mais permitiu chutes ao seu gol nesta comissão técnica. Em contrapartida, o ataque mineiro produziu apenas cinco arremates na área rival.
| Indicador de Desempenho | Cruzeiro | Flamengo |
|---|---|---|
| Finalizações dentro da área | 5 | 14 |
| Total de finalizações sofridas | 24 | - |
| Desarmes efetuados | 15 | 17 |
Estatísticas de combate evidenciam apatia do Cruzeiro no Maracanã
O comportamento passivo da equipe mineira ficou evidente nos números de disputas diretas pela bola. Em um confronto que exigia combatividade máxima, o Cruzeiro obteve seu segundo pior desempenho em disputas terrestres sob a tutela do treinador português, vencendo somente 28 de 67 duelos (um aproveitamento de 41,79%). Pelo alto, setor historicamente problemático para o elenco, o rendimento foi de apenas 39,13% de eficiência nos duelos aéreos, registrando a quarta pior marca da equipe com a atual comissão técnica.
Mesmo passando boa parte do duelo atrás no placar e apresentando menor tempo de posse de bola que o oponente, o time celeste demonstrou pouca agressividade para recuperar o controle do jogo. O reflexo disso foi o número inferior de desarmes realizados em comparação ao adversário (15 contra 17 do Flamengo).
Eliminação precoce expõe queda de rendimento sob o comando de Artur Jorge
Toda essa fragilidade culminou em um primeiro tempo amplamente dominado pelos mandantes. Durante os primeiros 45 minutos de jogo, a equipe carioca ditou as ações e criou duas oportunidades claras de gol, finalizando 15 vezes ? sendo quatro delas na direção da meta e nove originadas de dentro da grande área.
A derrota por 2 a 1 sacramentou a desclassificação do Cruzeiro da Copa Libertadores. Embora o revés diante de um forte adversário fora de casa seja um cenário comum, a performance apresentada ficou muito aquém dos padrões estabelecidos pelo próprio elenco nesta temporada. Ao avaliar a queda, o comandante Artur Jorge foi categórico sobre a postura do time: ?Não fomos iguais a nós mesmos?.
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