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Cruzeiro no mercado: Gerson é prioridade e zaga vira urgência
Por Redação Raposa Azul em 04/01/2026 04:14
O Cruzeiro entra na reta final de preparação para a pré-temporada de 2026 com lacunas claras em seu elenco principal. Embora a diretoria tenha adotado um discurso de cautela e poucas contratações, a necessidade de peças que cheguem com status de titularidade é evidente. O grande foco da gestão de Pedro Lourenço no momento é a repatriação de Gerson, mas a busca por um defensor central de alto nível tornou-se uma urgência após imprevistos no departamento médico e movimentações frustradas no mercado.
A situação defensiva ganhou contornos dramáticos com a lesão ligamentar no tornozelo de Lucas Villalba, que desfalcará a equipe no início das competições. Somado a isso, a possível transferência de Jonathan Jesus para o Zenit pode forçar o clube a buscar não apenas um, mas dois zagueiros. A tentativa frustrada de contratar Vitão, que acabou se transferindo para o Flamengo, evidenciou a dificuldade da Raposa em fechar com nomes de peso para o setor. A diretoria agora monitora novas opções para elevar o patamar da retaguarda celeste.
A postura do clube no mercado foi detalhada em declarações recentes, que reforçam a atenção às oportunidades, mas admitem a carência numérica e técnica em pontos específicos do grupo. Segundo a cúpula de futebol:
- Não tem uma posição específica, mas o Cruzeiro está sempre atento ao mercado, aos desejos da comissão técnica. Mas o mais importante é a manutenção do elenco, é ter o elenco todo a disposição do Tite. O Cruzeiro está sempre buscando oportunidades. Como com o zagueiro Vitão as negociações não avançaram, é uma posição que a gente vê como uma necessidade pelo fato da lesão do Villalba, temos um elenco reduzido. Esperamos ter êxito em um atleta nesta posição.
Gerson: O pilar central do projeto para 2026
A negociação por Gerson é tratada como o "carro-chefe" desta janela. A presença do pai e representante do atleta em Belo Horizonte para reuniões com o diretor Bruno Spindel sinaliza que o acordo entre clube e jogador está bem encaminhado. O grande obstáculo, contudo, permanece na Rússia. O Cruzeiro ainda precisa encontrar um denominador comum com o Zenit, detentor dos direitos econômicos do meio-campista, para destravar a operação e garantir o reforço de peso solicitado pela comissão técnica.
Além da busca por estrelas, o Cruzeiro também se movimentou para preencher lacunas no banco de reservas e garantir profundidade ao plantel. No gol, a chegada de Matheus Cunha, ex-Flamengo, visa oferecer uma alternativa segura a Cássio, substituindo Léo Aragão. No setor ofensivo, o scout trouxe Chico da Costa, centroavante de área pedido por Tite, e o jovem Néiser Villarreal, artilheiro do Mundial Sub-20, visto como um investimento com potencial de retorno técnico e financeiro a longo prazo.
Abaixo, os principais nomes que já integram o planejamento para o próximo ano:
| Jogador | Posição | Status/Origem |
|---|---|---|
| Matheus Cunha | Goleiro | Contratado (ex-Flamengo) |
| Chico da Costa | Centroavante | Contratado (aprovado pelo scout) |
| Néiser Villarreal | Atacante | Contratado (ex-Millonarios) |
| Tainara | Zagueira | Contratada (Feminino - ex-Bayern) |
A carência criativa e a dependência de Matheus Pereira
A saída de Eduardo, que não teve seu vínculo renovado, deixou uma sombra sobre o meio-campo cruzeirense. Atualmente, o entendimento interno é de que Matheus Pereira não possui um substituto à altura para a função de criação. A renovação e manutenção do camisa 10 são tratadas como prioridade absoluta, mas a diretoria reconhece que a chegada de um meia-armador pode se tornar necessária para evitar a sobrecarga do principal articulador da equipe durante o calendário exaustivo de 2026.
O planejamento estratégico traçado por Pedro Lourenço e Pedro Junio foca na manutenção da espinha dorsal do time, evitando contratações em massa que possam desequilibrar as finanças ou a coesão do grupo. No entanto, o tom crítico que paira sobre a Toca da Raposa é de que o sucesso da temporada dependerá diretamente da capacidade do clube em converter as atuais sondagens em reforços de impacto, especialmente na defesa e na articulação ofensiva, onde as carências são mais expostas.
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