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Gabigol deixa o Cruzeiro: os detalhes da saída e o retorno ao Santos
Por Redação Raposa Azul em 04/01/2026 04:41
O ciclo de Gabriel Barbosa na Toca da Raposa chegou ao fim de maneira melancólica, distante do brilho projetado quando sua contratação foi anunciada como o grande marco de 2025. O atacante, que desembarcou em Belo Horizonte cercado de expectativas, encerra sua jornada no Cruzeiro sem levantar troféus e com um desempenho que não justificou o investimento realizado pela diretoria celeste.
A saída do centroavante foi selada através de um acordo de empréstimo com o Santos, clube que o revelou para o futebol. A negociação prevê que cada agremiação arque com R$ 1,2 milhão mensais, dividindo o vultoso salário do atleta em partes iguais. Vale destacar que, apesar do retorno à Vila Belmiro, o vínculo definitivo de Gabriel com o Cruzeiro permanece vigente até o encerramento da temporada de 2028.
A mudança de ares tornou-se inevitável após a confirmação de Tite como o novo comandante técnico do Cruzeiro . O treinador, conhecido por ser um antigo desafeto do jogador, assumiu o cargo em um momento em que Gabi já havia perdido prestígio interno. Sob a gestão anterior de Leonardo Jardim, o atacante já enfrentava dificuldades para se firmar, perdendo a vaga de titular para Kaio Jorge e vendo outros reforços, como Dudu, também serem deslocados para a reserva.
O Retorno de Gabigol ao Litoral Paulista
Esta será a terceira vez que o atacante vestirá a camisa santista. O "Menino da Vila", que teve passagens pelo Peixe entre 2013 e 2016, e posteriormente em 2018, busca reencontrar o bom futebol em um ambiente familiar. No Santos, o astro acumula um histórico de 207 exibições, tendo balançado as redes 83 vezes e servido seus companheiros com 13 assistências, números que contrastam com sua recente instabilidade em Minas Gerais.
Abaixo, detalhamos o desempenho estatístico de Gabriel Barbosa durante sua única temporada defendendo as cores do Cruzeiro :
| Competição/Status | Dados |
|---|---|
| Partidas Disputadas | 49 |
| Titularidades | 23 |
| Gols Marcados | 13 |
| Assistências | 04 |
| Títulos Conquistados | 0 |
O Declínio Técnico e a Falta de Protagonismo na Toca
O ponto de ruptura definitivo entre o atleta e a torcida ocorreu de forma dramática na semifinal da Copa do Brasil. Diante do Corinthians, Gabriel teve a oportunidade de converter a cobrança que manteria o Cruzeiro vivo na disputa por pênaltis. No entanto, uma batida considerada displicente resultou na defesa do goleiro adversário e na consequente eliminação da Raposa, selando o destino do camisa 9 no clube.
A irregularidade marcou a maior parte do ano. Antes de um lampejo contra o Bahia, pela 23ª rodada do Brasileirão, onde marcou um belo gol de fora da área nos acréscimos, o atacante amargou um incômodo jejum de 11 jogos sem balançar as redes. Embora tenha tido momentos de brilho isolados, como na vitória sobre o Juventude, onde atuou recuado como armador e marcou dois gols, a falta de constância foi o tom de sua passagem.
Mesmo nos momentos de glória momentânea, a relação parecia desgastada. No reencontro com o Flamengo, ele saiu do banco para marcar o gol da vitória no rebote de um pênalti que ele próprio havia desperdiçado. Naquele instante, a alcunha de ?Predestinado? ecoou brevemente, mas não foi suficiente para sustentar uma titularidade que se tornava cada vez mais contestada pela crítica especializada e pelos torcedores.
Relembre a Trajetória do Atacante com a Camisa Celeste
O início da caminhada, todavia, foi cercado de festa. A ?Recepção Cabulosa?, ocorrida em 4 de janeiro, transformou o Mineirão em um palco de celebração. Com um mosaico exclusivo e o status de jogador mais ovacionado do elenco, Gabriel parecia destinado ao sucesso imediato. O otimismo aumentou quando, no final do mesmo mês, ele anotou um hat-trick contra o Itabirito, logo após a saída de Fernando Diniz do comando técnico.
Entretanto, o que se viu nos meses seguintes foi a desconstrução de uma idolatria precoce. A "revolução" tática imposta pelos treinadores que passaram pelo clube em 2025 priorizou atletas com maior entrega coletiva, deixando Gabriel Barbosa em um papel secundário. O desfecho com o empréstimo ao Santos encerra um capítulo oneroso e pouco produtivo para as finanças e para as pretensões esportivas do Cruzeiro .
Agora, o clube mineiro tenta virar a página sob o comando de Tite, enquanto observa à distância se o seu investimento de longo prazo conseguirá recuperar o valor de mercado na Vila Belmiro. Para o torcedor, fica a lição de que nomes de peso e apresentações grandiosas não garantem, por si só, a retomada da hegemonia no futebol nacional.
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