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Hudson: de volante campeão no Cruzeiro a executivo de futebol de sucesso
Por Redação Raposa Azul em 30/12/2025 04:14
O mercado do futebol brasileiro assiste a uma transição de carreira exemplar. Hudson Santos, nome lembrado pela torcida celeste como peça fundamental na conquista da Copa do Brasil de 2017, agora dita o ritmo fora das quatro linhas. O ex-volante acaba de assumir um desafio de peso no Sport Recife, onde atuará como gerente de futebol. A missão é clara: reorganizar o departamento e buscar o retorno do clube pernambucano à elite nacional em 2026, após o planejamento para a próxima temporada.
Essa nova etapa na vida de Hudson não acontece por acaso. O profissional chega ao Leão da Ilha após uma passagem de destaque pelo Criciúma, onde trabalhou ao lado de Ítalo Rodrigues. No clube catarinense, Hudson participou ativamente de uma recuperação impressionante na Série B, levando o time da zona de rebaixamento à briga direta pelo acesso até os minutos finais da última rodada. Essa experiência no Sul serviu como prova de fogo para suas habilidades estratégicas.
Mesmo focado nas planilhas e na montagem de elencos, o agora executivo confessa que a transição exige desapego emocional do gramado. ?Às vezes dá saudade. Mas tenho entendimento muito certo de que meu ciclo como jogador acabou. Aprendi a entender que a minha maior colaboração é potencializar os atletas e comissão técnica e isso me satisfaz muito bem. Isso me dá a mesma adrenalina que tinha como jogador?.
A trajetória acadêmica e a preparação técnica de Hudson
Diferente de muitos ex-atletas que confiam apenas no nome construído em campo, Hudson investiu pesado em educação formal. Nos últimos três anos, ele mergulhou em livros e cursos de alto nível para compreender as engrenagens que movem um clube de futebol profissional. O ex-jogador de 37 anos buscou suprir as lacunas que o período como atleta muitas vezes não permite preencher.
Para entender a profundidade da preparação de Hudson, veja abaixo as principais certificações obtidas pelo profissional:
| Área de Especialização | Instituição / Certificação |
|---|---|
| Gestão de Futebol | CBF e Conmebol |
| Treinamento Profissional | Licença B da CBF |
| Análise e Tecnologia | Análise de Desempenho e Inteligência Artificial |
| Administração Esportiva | Gestão de CT, Governança e Conformidade |
| Formação Avançada | Executivo Máster (em conclusão pela CBF) |
O esforço acadêmico é visto por ele como um diferencial necessário em um mercado cada vez mais exigente. ?Eu procurei estudar bastante neste período, me capacitar na parte de entender o externo do campo. O atleta é muito deficitário quanto a essas informações. Fui buscar este complemento?, analisa o gestor, reforçando que o prestígio do passado não garante sucesso no futuro administrativo.
Empreendedorismo e foco nas categorias de base
Além da atuação em clubes, Hudson aplicou seu conhecimento no empreendedorismo. Ele é o proprietário de uma unidade da PSG Academy em Juiz de Fora, sua cidade natal. O projeto atende centenas de jovens e serve como um laboratório prático para sua visão de gestão. Para ele, o contato com a formação de atletas é o que garante a sustentabilidade financeira e técnica de qualquer instituição esportiva a longo prazo.
A experiência como dono de escolinha permitiu que Hudson compreendesse as dores de todos os envolvidos no processo de formação, desde os professores até os familiares dos atletas. ?A escola me fez entender que a gestão era o que eu me identificaria no pós-carreira, e os cursos tem me entregado o conhecimento externo que eu precisava. Isso tem me tornado um profissional cada vez mais completo?, afirma o ex-volante, que prioriza o olhar atento às categorias de base em seus projetos profissionais.
No Sport, o trabalho já começou de forma intensa. Hudson trabalhará em conjunto com o técnico Roger Silva para ajustar o elenco dentro de uma realidade financeira responsável. O planejamento prevê um início de ano focado em saneamento de dívidas e organização interna, para que, no segundo semestre, o time esteja pronto para colher os frutos esportivos e buscar os títulos regionais e o acesso nacional.
O legado nos gramados e a visão crítica do gestor
Hudson encerrou sua carreira como jogador aos 34 anos, vestindo a camisa do Fluminense, mas foi no Cruzeiro e no São Paulo que viveu alguns de seus momentos mais marcantes. A solidez demonstrada em campo parece ter sido transferida para sua postura como executivo. Ele acredita que o processo de aprendizado é contínuo e que cada projeto adiciona uma nova camada de competência ao seu perfil.
A maturidade com que encara o fim da carreira de atleta e o início da trajetória como gestor é o que o diferencia no cenário atual. Hudson não busca atalhos; ele construiu uma base sólida de conhecimento para sustentar suas decisões. O futebol brasileiro ganha um profissional que entende o vestiário, mas que também domina as métricas e a governança necessárias para o sucesso de um clube moderno.
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