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NBB: Cruzeiro Impõe Dificuldades ao Flamengo em Confronto Eletrizante
Por Redação Raposa Azul em 21/12/2025 13:33
O recente embate pelo Novo Basquete Brasil (NBB) em Belo Horizonte, que culminou na vitória do Flamengo por 93 a 80 sobre o Cruzeiro, transcende a simples contagem de pontos. O placar final, embora expressivo, não captura a totalidade de uma partida onde a equipe mineira, de forma notável, impôs um ritmo desafiador, chegando a comandar o marcador por um período substancial. Este confronto sublinhou a capacidade do Cruzeiro de competir em alto nível, mesmo diante de um adversário que ostenta uma das campanhas mais consistentes da liga, alcançando sua 14ª vitória em 16 jogos.
A Raposa, atuando em seus domínios, demonstrou uma resiliência tática e técnica que surpreendeu muitos observadores. Embora o Flamengo tenha conseguido retomar a dianteira na metade final do último período, a performance celeste ao longo do jogo, especialmente no terceiro quarto, serviu como um testamento de seu potencial e de sua determinação. É pertinente notar que o elenco carioca enfrentou o jogo com desfalques importantes, como o armador Alexey, afastado por um edema ósseo no joelho, e o pivô Wesley Castro, ausente devido a um estiramento muscular na coxa, fatores que, embora não diminuam o mérito flamenguista, contextualizam a intensidade do desafio imposto pelo Cruzeiro .
A Batalha Celeste: Confronto de Gigantes no NBB
O início da partida já sinalizava o tom de equilíbrio e disputa. O Cruzeiro abriu o primeiro quarto com uma jogada de três pontos, respondida prontamente por Gui Deodato do lado rubro-negro. As equipes se alternaram na liderança, com o Flamengo se destacando na coleta de rebotes ofensivos, acumulando quatro em apenas seis minutos de jogo. Essa eficiência inicial contribuiu para um desfecho apertado no primeiro período, com o Flamengo à frente por apenas um ponto, 22 a 21.
No segundo quarto, a equipe carioca parecia consolidar sua superioridade. O ataque rubro-negro encontrou fluidez, e a defesa demonstrou maior consistência, permitindo ao Flamengo assumir o controle do placar. A vantagem chegou a 12 pontos (43 a 31) com uma cesta de Doria, representando a maior diferença registrada até aquele momento. Contudo, a reação do Cruzeiro foi imediata e enfática. Da Silva, com uma jogada de costas após um contra-ataque originado de uma perda de bola adversária, reduziu para 43 a 37. Coleman, em seguida, converteu três lances livres, diminuindo a diferença para apenas três pontos (43 a 40), reacendendo as esperanças da torcida mineira e trazendo o Cruzeiro de volta à contenda antes do intervalo.
A Reviravolta da Raposa: O Terceiro Período de Ouro
O retorno para o terceiro quarto marcou o ápice da performance celeste. Em apenas três minutos, o Cruzeiro igualou o placar em 46 a 46, graças a dois lances livres convertidos por Thornton. A virada veio logo em seguida, com Ansaloni colocando a equipe mineira à frente por 49 a 48. Da Silva ampliou a vantagem para 51 a 48. A ineficácia do Flamengo no ataque, que marcou apenas cinco pontos contra 11 do Cruzeiro na primeira metade do período, permitiu que a Raposa ditasse o ritmo. Com um minuto restante, Sena, através de dois lances livres, estabeleceu a maior vantagem do Cruzeiro na partida, 64 a 58. O time mineiro dominou completamente o quarto, vencendo-o por 26 a 18, e entrou para a parcial final com uma liderança confortável de 66 a 61.
Resiliência Rubro-Negra e a Luta Final do Cruzeiro
O último período, no entanto, testemunhou a capacidade de reação do Flamengo. Gui Deodato, convertendo sua quarta bola de três pontos em nove tentativas, foi crucial para que o rubro-negro retomasse a liderança, fazendo 68 a 66. Em apenas dois minutos, a equipe carioca emplacou uma sequência de 7 a 0, virando o jogo. Contudo, em um confronto de alternâncias constantes, o Cruzeiro mais uma vez demonstrou força, com Coleman convertendo três pontos para recolocar a equipe à frente, 71 a 68.
A partida permaneceu tensa e imprevisível. Negrete, em uma atuação destacada que o consagraria como o cestinha do quinteto carioca com 28 pontos, recolocou o Flamengo na liderança com cinco minutos restantes, fazendo 74 a 73. Baralle, em seguida, ampliou a vantagem para 80 a 73. Mesmo diante da pressão, o Cruzeiro não se entregou, conseguindo encostar no placar novamente, 81 a 80, a pouco mais de um minuto para o encerramento. A experiência e a execução nos momentos derradeiros, contudo, penderam para o lado do Flamengo, que selou a vitória por 93 a 80.
Cenário da Liga: Reflexões Pós-Confronto
Este resultado mantém o Flamengo na disputa pela liderança do NBB, embora ainda atrás do Pinheiros, que segue invicto há dez jogos, somando 14 triunfos e apenas duas derrotas após impor 109 a 80 no Corinthians. Minas e Flamengo, com campanhas idênticas, ficam atrás do time paulista nos critérios de desempate. Para o Cruzeiro , a derrota, apesar de dolorosa, carrega valiosas lições. A capacidade de desafiar um dos favoritos ao título, liderar por boa parte do jogo e manter a disputa acirrada até os segundos finais é um indicativo do potencial da equipe e um sinal de que, com ajustes e foco, a Raposa pode aspirar a resultados mais consistentes na sequência da competição. O desempenho contra o Flamengo, longe de ser um revés meramente numérico, pode ser interpretado como um passo importante na consolidação da identidade e da força do basquete celeste no cenário nacional.
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