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Pênaltis no Clássico Mineiro: Retrospecto e Confrontos Decisivos
Por Redação Raposa Azul em 05/03/2026 14:23
A expectativa para o confronto entre Cruzeiro e Atlético neste domingo (8), no Mineirão, transcende a disputa pelo título do Campeonato Mineiro de 2026. Este embate, que marca o 513º capítulo de uma rivalidade centenária, pode se tornar apenas a sétima vez em que os rivais decidem um título através das temidas cobranças de pênalti. O equilíbrio é a tônica: em seis confrontos anteriores, o placar de vitórias está empatado em 3 a 3, prenunciando mais uma disputa acirrada e imprevisível.
O Histórico das Decisões por Penalidades
A primeira vez que as equipes se encontraram sob a pressão dos pênaltis foi em 5 de setembro de 1982. Quase uma década e meia após a adoção oficial do critério de desempate pela FIFA, o Mineirão, em seu 17º aniversário, foi palco de um duelo pelo Campeonato Mineiro que culminou em uma disputa por pênaltis. Na ocasião, o Troféu Gil César Moreira de Abreu estava em jogo. Após um empate sem gols no tempo regulamentar, o Cruzeiro saiu vitorioso por 5 a 4. A Raposa contou com os gols de Edu Lima, Edson, Luís Cosme, Celso Roberto e Osires, enquanto Tostão II teve sua cobrança defendida por João Leite. Pelo lado atleticano, marcaram Éder, Toninho Cerezo, Nelinho e Nélio, com Luiz Antônio superando Tita e Reinaldo.
Três anos mais tarde, em 27 de outubro de 1985, o Atlético devolveu a derrota. Em mais um capítulo do Campeonato Mineiro, disputando o Troféu Sérgio Ferrara, o jogo terminou em 1 a 1, levando a decisão para os pênaltis. A equipe alvinegra converteu todas as suas cinco cobranças com Elzo, Everton, Nelinho, Heleno e Paulinho Kiss. O goleiro João Leite defendeu a batida de Carlos Alberto, garantindo a vitória do Galo por 5 a 4.
Copa União e a Busca por Pontos Extras
A segunda edição da Copa União introduziu uma novidade: a disputa de pênaltis após empates na primeira fase, com o vencedor garantindo um ponto adicional. Logo na rodada inaugural, em 4 de setembro de 1988, o clássico mineiro terminou em 0 a 0 no Mineirão. Nos pênaltis, o Atlético prevaleceu por 5 a 4, com o goleiro Rômulo se destacando ao defender as cobranças de Gilmar Francisco, Hamilton e Heriberto. Os gols cruzeirenses foram anotados por Édson Souza, Balu, Gilson Jáder e Fabiano, enquanto pelo Galo converteram Luizinho, Carlão, Saulo, Flávio Marcos e Élder. Paulo Roberto Prestes parou em Wellington, e Vânder Luís acertou o travessão.
Confronto Internacional e a Copa Ouro
O único embate internacional entre os dois gigantes mineiros decidido nos pênaltis ocorreu em 1993, durante a Copa Ouro Nicolas Leóz. Esta competição reuniu os vencedores de torneios continentais do ano anterior. O clássico, válido pelas semifinais, aconteceu em 8 de julho no Mineirão. Após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi para as penalidades, com o Atlético novamente levando a melhor, vencendo por 5 a 4. Gilson, Ryuller, Orlando, Valdir Benedito e Ailton marcaram para o Galo, enquanto Roberto Gaúcho, Paulo Roberto Costa, Edenílson e Luís Fernando Flores balançaram as redes pelo Cruzeiro . O goleiro alvinegro Luís Henrique foi o herói ao defender a última cobrança de Cleison.
Independência: Um Duelo Fora do Gigante
Em 10 de agosto de 1995, o clássico mineiro experimentou uma decisão por pênaltis longe do Mineirão, ocorrendo pela primeira vez no Independência desde a inauguração do Mineirão. O Troféu Eduardo Azeredo, organizado como preparação para o Campeonato Brasileiro, teve em sua semifinal o confronto entre os rivais. Após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, o Cruzeiro venceu por 5 a 4 nas penalidades. Nonato, Paulinho McLaren, Paulo Roberto Costa, Alberto e Marcelo Ramos converteram para a Raposa. Euller, Clayton e Carlos marcaram para o Galo, e o goleiro William Andem defendeu a cobrança de Ronaldo Guiaro.
A Última Encenção: Copa Sul-Minas
A mais recente disputa de pênaltis entre Atlético e Cruzeiro aconteceu há quase 24 anos, nas semifinais da extinta Copa Sul-Minas de 2002. Os dois clássicos, ambos realizados no Mineirão, terminaram empatados em 1 a 1, forçando a decisão em 28 de abril. Na marca da cal, o Cruzeiro garantiu sua vaga na final com gols de Vander, Jorge Wagner, Jussiê e Lúcio. Marques e Erlon foram os únicos atleticanos a marcar. O goleiro Jefferson defendeu a cobrança de Erlon, e Baiano isolou a sua. Com a classificação, o Cruzeiro seguiu para ser bicampeão da Sul-Minas.
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