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Empresário de Rhuan Gabriel exige saída do Cruzeiro e dispara

Por Redação Raposa Azul em 30/08/2026 21:46

Cria das categorias de base do Cruzeiro, o meio-campista Rhuan Gabriel sempre foi visto como uma das grandes promessas do clube, acumulando convocações para a Seleção Brasileira Sub-20 e destaque desde o sub-15. Com contrato renovado em setembro de 2025 e válido até o final de 2028, o jovem de fato vive um momento iluminado na atual temporada pelo time sub-20 da Raposa, registrando ótimos números em campo.

Abaixo, confira o desempenho estatístico do meio-campista na atual temporada pelo sub-20:

Partidas Disputadas Gols Marcados Assistências
27 23 5

No entanto, o clima de tranquilidade em torno do jovem talento foi quebrado por uma forte turbulência nos bastidores. O empresário do jogador, Léo Moral, utilizou suas plataformas digitais para criticar abertamente a diretoria do Cruzeiro . O estopim para o descontentamento foi uma suposta proposta do Palmeiras para contratar o atleta por empréstimo, com opção de compra estipulada em 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) por 70% dos direitos econômicos. Fontes ligadas ao clube paulista, contudo, negaram a existência de qualquer oferta oficial pelo jogador.

Detalhes da polêmica transferência de Rhuan Gabriel ao Palmeiras

Apesar da negativa do clube paulista, o agente de Rhuan Gabriel insistiu publicamente para que a cúpula cruzeirense aceite negociar o atleta. Na visão do empresário, o jovem teria muito mais espaço para se desenvolver no time profissional do Palmeiras sob o comando do técnico Abel Ferreira do que na Toca da Raposa.

Em tom bastante ríspido, Léo Moral disparou contra a conduta da diretoria mineira:

"Vamos deixar o rancor e a arrogância de lado, porque o ser humano tem muito disso. Já que não querem colocar, deixe ir para o Palmeiras. O Abel vai colocar. Se ele for titular no Cruzeiro, vocês nunca vão vender igual ao Palmeiras. Deixe ir para lá. Vocês vão segurar 30%."

Na sequência, o empresário argumentou que a manutenção de um percentual dos direitos econômicos de Rhuan Gabriel poderia render ao Cruzeiro cifras muito maiores no futuro, caso ele fosse negociado a partir de uma vitrine paulista:

"O Abel vai colocar, o Palmeiras tem uma camisa muito pesada, vai vender por 50 milhões e vocês vão ter 30%. Nem se ele jogasse aí, vocês venderiam por esse valor. Então, vamos ser inteligentes. Deixe ir embora, por favor."

Críticas severas à gestão da base do Cruzeiro e bastidores expostos

As manifestações de Léo Moral não se limitaram à negociação com o Palmeiras. O agente fez duras críticas à forma como o Cruzeiro gerencia suas categorias de base e realiza a transição de seus atletas para a equipe principal. O empresário chegou a insinuar que critérios extracampo influenciam as chances dadas aos jovens atletas na Toca da Raposa.

O agente questionou a postura financeira do clube e a falta de oportunidades:

"Vocês preferem perder de graça ou botar em um clube que vai colocar para jogar e fazer milhões?"

Em outro trecho de seu desabafo, completou de forma enfática sobre a desvalorização de mercado:

"Aqui (no Cruzeiro), não consegue vender por um?"

Moral subiu o tom e mencionou a existência de supostos acordos internos que prejudicariam o aproveitamento esportivo dos atletas formados na base cruzeirense:

"Se vender por 50 milhões de euros, vão pingar 15 milhões de euros, mais os 5 milhões (da compra). É melhor do que matar aí e não colocar para jogar com esses esquemas doidos que vocês têm."

Comparação com a venda de Kauã Prates gera debate na Toca

Para fundamentar suas acusações de que o Cruzeiro não consegue extrair o valor financeiro ideal de suas revelações, o empresário citou nominalmente o caso do jovem Kauã Prates. Segundo Léo Moral, a negociação de Prates foi financeiramente abaixo do esperado devido à falta de peso político e de exposição do clube no mercado atual.

O empresário fez a seguinte comparação para justificar sua tese:

"Olha aí o Kauã Prates, que não saiu por mais de 8 milhões, com muitas metas para bater. Não consegue valor muito alto. Se ele sai para Flamengo ou Palmeiras, que têm camisa pesada, faz os jogos e vende, o Cruzeiro ganha muito mais do que se ele jogar. Era para ser igual, porque o Cruzeiro tem camisa pesada, mas não sabe usar."

As declarações contundentes do agente expõem uma relação desgastada e colocam a gestão de futebol do Cruzeiro sob forte escrutínio público a respeito do planejamento de carreira e aproveitamento de suas principais joias das categorias de base.

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